domingo, 7 de maio de 2017

Um Amo-te




   Um amo-te.

   O peso da palavra varia de pessoa para pessoa. Enquanto uns usam-na apenas numa relação amorosa (mesmo que tenha começado ontem), atribuem-lhe um peso de exclusividade e reciprocidade obrigatória e a tornam sagrada, outros usam-na com a mesma normalidade de quem bebe um copo de água, distribuem-na por toda a gente e diminuem-lhe o valor. Algures num ponto intermédio, existe outro grupo de pessoas no qual me enquadro. Reconheço o valor de um "amo-te" e considero que é a palavra perfeita para demonstrar o amor profundo que sentimos por alguém. O amor que sentimos por um pai ou uma mãe, por um amigo ou amiga do coração, por um animal de estimação ou pela pessoa por quem estamos loucamente apaixonados. Não faço dela uma palavra exclusiva mas também não a uso exageradamente. Uso-a sempre que sinto que é apropriado, duma forma leve mas repleta de significado. Não amo muitas vezes mas amo todos aqueles que considero importantes e indispensáveis na minha vida. Respeito quem não pensa como eu, mas não consigo controlar o riso cada vez que alguém me diz que não devo usar o "amo-te" com uma grande amiga (o caso que mais choca) e que isso faz de mim as mais variadas coisas erradas à vista de alguns seres desta sociedade. Já houve tempos em que tentei explicar, mas perante a constante falta de compreensão a indiferença apoderou-se de mim. Hoje limito-me a amar-me a mim próprio, à família, aos amigos do coração, ao meu gato e a mais alguém que um dia possa aparecer, desde que respeite o amor que demonstro por todos os outros.

   No fundo, só existe uma regra: Um "amo-te" deve ser sentido!





1 comentário:

  1. Acredito que o importante mesmo é não deixá-la tão comum que se torne vulgar.
    Lindo texto!

    Beijos! ;)
    Blog: *** Caos ***

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